À mercê da incerteza

A dor permanece engasgada

Da boca não saiu nada

Sem voz, sem força

Apenas uma moça

Que desconhece o escuro

Que tem medo do futuro

Que sabe que é preciso mudar

Que não quer encarar

E calada ela chora

Ao te ver ir embora

Os olhos seguem seus passos

Ela sabe que perdeu seus abraços

Sabe-se que dever fazer

É diferente de querer

Ela soltou sua mão

Agora tudo é novo então

Era pra ser melhor assim

E ela tem medo do fim

Mais assustador ainda é o novo

A insegurança tomou seu corpo

Em seu seco rosto

Escorre a dor do mau gosto

Em seu sereno olhar

Pode-se notar

Que uma alma calejada

Faz da menina sua morada

Ela que sabe que para crescer

O requisito é sofrer

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